Por que não se come carne na Sexta-feira Santa?
Nesta Sexta-feira Santa, celebrada no coração da Semana Santa, a Igreja convida os fiéis a viverem mais do que um simples rito: um verdadeiro encontro com o sentido do sacrifício. Em meio à correria do dia a dia, muitos ainda se perguntam por que não se come carne nesta data. A resposta, no entanto, vai …
Nesta Sexta-feira Santa, celebrada no coração da Semana Santa, a Igreja convida os fiéis a viverem mais do que um simples rito: um verdadeiro encontro com o sentido do sacrifício. Em meio à correria do dia a dia, muitos ainda se perguntam por que não se come carne nesta data. A resposta, no entanto, vai além de uma regra, trata-se de um gesto profundo de fé.
A prática da abstinência, orientada pela Igreja Católica, é um sinal visível de uma decisão interior: renunciar, ainda que de forma simples, para recordar aquele que se entregou por inteiro na cruz. A carne, historicamente ligada à celebração e ao prazer, dá lugar a uma escolha consciente de silêncio, respeito e espiritualidade.
A Bíblia não impõe diretamente a proibição da carne neste dia, mas revela o verdadeiro sentido do jejum. Em Isaías, a Palavra aponta que o sacrifício que agrada a Deus vai além do exterior, tocando o coração. Em Mateus, o próprio Cristo anuncia que chegaria o tempo em que seus seguidores jejuariam, quando Ele já não estivesse entre eles. E em Coríntios, fica claro que renunciar também é um ato de amor.
Ao longo da história, santos como São João Paulo II, Santo Agostinho e São Francisco de Assis reforçaram que o jejum e a abstinência não têm valor apenas no que se deixa de comer, mas na transformação que provocam na alma. É um exercício de domínio próprio, humildade e aproximação com Deus.
Mais do que tirar a carne do prato, este é um dia para rever atitudes, silenciar o coração e olhar para dentro. Um convite para quem enfrenta dores, angústias, problemas pessoais, familiares ou espirituais. Um chamado para quem precisa recomeçar, encontrar sentido ou simplesmente se reconectar com a fé.
A Sexta-feira Santa não pede perfeição. Ela pede entrega. Pede um gesto sincero, ainda que pequeno. Hoje, abster-se de carne pode ser mais do que tradição: pode ser um propósito. Um ato de amor, de gratidão e de consciência.
Que este dia não passe como mais um no calendário. Que ele seja vivido com verdade. E que cada renúncia feita hoje se transforme em um passo em direção à paz, à esperança e à presença de Deus.
Fonte: Tô Na Fama!
